Operação apreende 600 celulares em mais de 100 prisões do país

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Quase 600 celulares foram apreendidos pela operação Mute em 107 unidades prisionais do país.

As ações aconteceram entre os dias 21 e 25 de setembro e verificaram 3.604 celas. Cerca de 88 mil pessoas cumprem as penas nesses presídios.

A operação Mute é coordenada pela Secretaria Nacional de Políticas Penais, do Ministério da Justiça e Segurança Pública. O objetivo é retirar celulares e outros equipamentos para interromper a comunicações entre criminosos que estão detidos e os que estão nas ruas.

Desde maio, a iniciativa apreendeu 3.045 aparelhos telefônicos em 419 estabelecimentos prisionais.

Algumas unidades já tiveram mais de uma varredura. A operação retirou aparelhos, mas outros entraram e uma nova busca teve que ser feita.

Por isso, o Ministério da Justiça investe em medidas para evitar a reentrada de celulares, com o uso de aparelhos de raio-x, escaners corporais, fortalecimento de corregedorias e o treinamento dos agentes penais, como explicou o secretário nacional de Políticas Penais, André Garcia.

“Em presídios de alguns estados esse cenário persiste, seja por falha estrutural, seja por deficiência de protocolos, por falta de capacitação, por superlotação. E, obviamente, alguns desvios funcionais, que nós não devemos deixar de mencionar. Por isso nós estamos reforçando protocolos, treinando policiais para adotar protocolos de segurança semelhantes aos adotados no sistema penitenciário federal”. 

Um exemplo foi a ação, no fim de setembro, no Mato Grosso Sul, que apreendeu três drones que tentavam levar celulares pra dentro do presídio. No local já foram confiscados 11 drones desde agosto.

 

*Notícia atualizada às 13h17 para inclusão do secretário nacional de Políticas Penais.

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